A noite escura, a moça sozinha na parada de ônibus, o ar estava denso, ela vê sombra passando por ela, monstros? Espíritos? Está tudo tão sombrio naquele lugar, ela não pode fazer nada, o silêncio predomina, as sombras parecem desaparecer, o seu relógio apita, ela olha, meia noite, e ela pensa, como o mundo poderia ser maravilhoso se fosse um lugar sadio. Assim que ela completa seu pensamento, uma sombra está lá diante dela, parece agora consumi-la por dentro, seus olhos estão em chamas, mas a sensação parece está tão boa, os olhos da sombra aparecem num pedaço de luz, tão brancos, ela tem um arrepio, seus olhos tão negros, e uma grande sensação da Dejavú a ataca, ela parece conhecer aqueles olhos, não sabe de onde, mas ela conhece, a sombra chega mais perto, encosta os lábios no dela, que mais parece apenas uma pequena brisa, ela agora não está mais com tanto medo, a moça que se chama Maria Eduarda, ou melhor Duda, sabe que a sombra não irá fazer nenhum mal a ela, talvez de alguma vida passada ela conheça aquela sombra? “não devo estar assistindo novelas demais” ela pensa, “mas mesmo que fosse, ela não passaria tanto tempo viva, passaria?” tudo bem, tenho que parar de assistir, ler, e ver esse tipo de coisa, se eu sobreviver a isso claro, outro pensamento.
A sombra aparece de novo, encosta-se em seu ouvido e sussurra, “sim, você sobreviverá, como você mesmo sabe, sou incapaz de lhe fazer algum mal, estamos apenas protegendo-a do que a ronda”, Milena não entendeu muito bem, mas o som da voz da sombra, era tão meiga, que mais parecia uma melodia, a mais bela melodia. A sombra desaparece, e por minutos, ela não vê mais nada, e pensa “será que isso foi verdade? Não foi coisa da minha imaginação?” a sombra reaparece, “não, não foi, precisamos apenas vigiá-la”. “Espere!” ela gritou, o grito ecoando pela rua escura, ele reaparece, “sim?”, “diga-me seu nome!”, “não posso.”, “eu preciso!”, “por questões de segurança Milena, não posso.”, “como fico então? Se talvez até seja precipitado de minha parte dizer que, eu estou ficando apaixonada por você!”, “Milena meu amor, isso não pode acontecer e perdoe-me tenho que ir.”. E lá se foi, o misterioso amor talvez da vida de Milena, aquela que já tinha sofrido tanto por questões amorosas e ela nem se quer sabe seu nome.
“Duda? Vamos temos que ir andando, não poderá esperar o ônibus aqui, levarei você até sua casa, e ficarei vigiando para ver se estará tudo bem.”, “não, não irei, não enquanto não me disser ser nome.” Ela estava firme, não sairia dali sem saber o que desejava. “tudo bem, Frederico, podemos ir?”. Ela estava encantada com ideia de tê-lo ali, na mesma casa que a dela, não saberia como agir, como falar, como estava agora, eles já estavam quase chegando em sua casa, então Milena lembrou-se de um pequeno fato, ela não morava sozinha, morava em uma pensão e bem cheia, “ Frederico, não poderá ir comigo, moro em uma pensão e ele não deixam entrar visitas de hóspedes lá, não para dormir.”, “ não se preocupe, ninguém irá me ver e a propósito, não fale comigo quando estivermos entrando.”, “alugou um quarto lá?” , “não, faça apenas o que estou dizendo, não fale comigo, enquanto não entrarmos no quarto.”, “tudo bem, se você conseguir, quando chegarmos em meu quarto, irá me contar como conseguiu a façanha, pode ser?” , “talvez... não fale mais.”, “então tá, até meu quarto.”
Milena, passou desconfiada, já pensou se alguém pergunta para onde vou com aquele rapaz, que eu não tinha conseguido ver até agora, porque estava no escuro, e quando entramos na pensão, não tive coragem de olhá-lo. E sim, como esperado, ele conseguiu, passou por todos sem ser notado. Entraram no quarto, e assim foi, ele contou o que era, um ELFO bárbaro, Duda ficou boquiaberta, “mas, porque quis me trazer até aqui? E como passou por eles? Bom tudo bem que não tinha ninguém, mas como deu tanta sorte?”, “coisas de elfos.” Ele deu uma risada abafada.




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